Discografia

1) Dona Felicidade – estava pensando na felicidade plena, algo inalcançável nesta existência, neste orbe terrestre!Talvez seja o maior objetivo dessa humanidade cansada de sofrer...a felicidade!! Uma palavra genérica que engloba valores, sentimentos e todos nós estamos loucos pra encontrá-la! Será que conseguiremos?

2) Fracasso – formar-se em Direito aos 21 anos de idade, passar a ser um barnabé do serviço público e depois, algumas pessoas do meio te olham como um fracassado porque você não galgou o estrelato das carreiras jurídicas, fugindo do roteiro de vida que elas acham que é o único caminho para a realização profissional... to make money and to be powerful!! Meus pêsames!!  Cada um faz seu castelo e pinta da cor que quiser!!

3) Juarez – o amigo Émerson Cardoso chega pra mim e apresenta a primeira estrofe – Juarez é um cabra da terra, veio aqui pra improvisar, trazendo a enxada nas costas e a expressão de dor no olhar!! Cantarola e daí peço pra levar pra casa o trecho inicial. A generosidade do amigo me permitiu fazer o resto da letra e da música. Após comer um feijão canapu na casa do eterno irmão e poeta Nelsão de Princesa Isabel-PB, vem a inspiração pra arrematar esse rock-baião-maracatu.

04) Repente’n’roll – sempre fiquei encantado com a facilidade de Raul Seixas de compor  repentes, baiões e misturar com poções do rock’n’roll. “Conversa pra boi dormir”, “Só pra variar”, “Como vovó já dizia”, “Rockixe” e “As aventuras de Raul Seixas na cidade de Thor” são canções que ficavam martelando minha cabeça. Tinha que compor algo em homenagem ao meu ídolo!

05) Mantra Blues – voltando da Suécia no fim de agosto de 2009, após quase dois meses em viagem a este país, fiquei impressionado como o rock’n’roll faz parte do DNA dos suecos! Daí, senti a necessidade de fazer algo do tipo 1-4-5 puro!! Então, sentado na mesa da sala de meu apartamento, num calmo domingo de novembro de 2009, conversando com Aninha, veio na minha mente uma miscelânea de imagens, livros e sons. Lembrei-me de “Um dia de fúria” com Michael Douglas, largando o carro no meio do trânsito; um livro que li de um jornalista americano entrevistando o Dalai Lama na Califórnia; a jovem-guarda com “...meu carro é vermelho, não uso espelho pra me pentear...”. Não deu outra! Mantra blues!!

06) Lisboa – começo de julho de 2009, primeira viagem à Europa, primeiro pouso nas nossas origens: Lisboa! O amigo Carlos Almeida do Sindicato dos Oficiais de Justiça de Portugal me recepciona cedo pela manhã e fomos passear de carro pela bela terra de Fernando Pessoa, sob um sol causticante!! Hora do almoço, vinhos portugueses e a fome saciada na terra onde tudo começou! À noite, vôo para a Suécia e, após alguns dias, mais precisamente em 11 de julho de 2009, acordo às cinco da manhã com música e letra na cabeça. Foi isso!!

07) Samba da saudade – Fazer samba não é pra qualquer um!”. Portanto, na mesma manhã de 11 de julho de 2009, quando compus Lisboa, com muita saudade da esposa, filhos, mãe e do meu amado Brasil, descarrilhei meu trem de caneta na estação do papel e escrevi meu hino de saudade.

08) Na cratera da lua – Dia das Mães de 2009, vou pra Olinda-PE visitar minha querida genitora Egrinaura e aí, com a praia de Jacumã  e “Banquete dos signos” de Zé Ramalho na cabeça, compus letra e música que brotaram juntas como irmãs gêmeas.

09) Você me desafiou – ouvia muita bossa-nova em LP e também ficava encantado com a primeira pessoa das mulheres de Chico Buarque em suas diversas canções. Esse encantamento foi corroborado pelos versos sofridos de Florbela Espanca. Assim, surge “Você me desafiou” com arranjos magníficos para cordas e flauta do mestre Léo Meira.

10) Velho problema – minha mãezinha querida dizia e, sempre que tem a oportunidade, ratifica sua convicção: “-É muito bom envelhecer com saúde, com paz de espírito, com tranqüilidade!...” e assim por diante. Lembrei-me que em Olinda, na Rádio Caetés, cedo pela manhã, tocava músicas na voz de Silvinho, Altemar Dutra, Agnaldo Timóteo, Nélson Gonçalves e...Núbia Lafayette (que minha mãe adora!). Assim, veio-me na cabeça fazer um tango às avessas, ou seja, nada de tristeza, mas sim a exaltação do amor próprio, mesmo na senilitude.  Velho Problema!!

11) Pingos de Vela – vindo de Olinda-PE pra estudar Direito em João Pessoa-PB, morando em quitinete, batia uma saudade do apartamento da mamãe, mas...tinha que seguir em frente! Isso aconteceu nos anos 90! Em 2010, ouvindo “Tudo outra vez” de Belchior, revolvi essas lembranças, essas saudades de casa, da mãe, dos irmãos, que machucavam mas que, como a dor instantânea de um pingo de vela, tinham que ser expurgadas in continenti.

12) A bird in your tree – meu amigo Ivan Cineminha, um fã incondicional das telonas e do grande Elvis Presley, apresentou pra mim, em sua casa, um vídeo de um show de Roy Orbison, um dos maiores compositores da história do rock. A partir daí, ampliei meus conhecimentos musicais, não me limitando apenas à sua Pretty Woman e You got it!, passando assim a conviver com um leque de canções do compositor texano. Foi assim que me prontifiquei a compor uma de minhas primeiras canções em inglês! Como um fã também incondicional de Elvis Presley desde meus dez anos de idade, a coisa ficou mais fácil!




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